Brasil ocupa posição preocupante em ranking mundial de segurança do trabalho

Falta de planejamento e investimentos em segurança são alguns dos fatores responsáveis.

O Brasil ocupa, atualmente, o 4° lugar no mundo em acidentes de trabalho, com uma média de 700 mil registros de acidentes ao ano, o país fica atrás somente da China, Índia e Indonésia. Sistemas de proteção contra catástrofes, se tornou um diferencial na atual conjuntura nacional, problema este que precisa ser revisto, já que sistemas de proteção são previstos por lei, e interferem até mesmo na produtividade da empresa.

O cenário é muito mais alarmante do que os registros apontam, afinal esses números são dos casos registrados, se levar em conta os acidentes que não são notificados a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), estima-se que empresas pequenas e de médio porte menos de 20% das ocorrências são notificadas.

Na prática, o valor gasto com afastamentos e ações judiciais são superiores aos dos equipamentos de segurança. Além do custo com novas contratações e o investimento em treinamento para a qualificação de um outro colaborador, muitos desses incidentes a funcionalidade das máquinas envolvidas são comprometidas, resultado em muitos casos, a troca total do maquinário, o que gera grandes custos, já que grande parte dos equipamentos industriais possuem alto valor agregado.

A quantidade de ocorrências de acidentes e catástrofes no ambiente empresarial, gera um custo muito elevado para a imagem da empresa, fazendo com que esta perca a credibilidade corporativa da instituição. Em perspectivas futuras, é possível que portas sejam fechadas com possíveis parceiros, por conta disso.
Segurança em maquinários industriais
A Norma Regulamentadora 12 (NR12) vem para organizar as obrigações de segurança relacionadas a máquinas e equipamentos, estando ligada a todo o território nacional e sendo uma das mais revisadas e implementadas, a fim de garantir a constante melhoria no ambiente de trabalho.

A NR12 também regulamenta equipamentos com relação à sua fabricação, importação, comercialização, exposição e cessão a qualquer título, em todas as atividades econômicas. Então além de estabelecer regras estritas relacionadas a proteção para máquinas industriais , é necessário que fabricantes e distribuidores se atentem para que seus produtos se enquadrem nas exigências atuais de segurança. As máquinas protegidas contra uso indevido e processos desnecessários de paradas, além de preservar os equipamentos, melhora a produção de trabalho, e assegura que os colaboradores manuseiem sem quaisquer riscos de acidente.

Sistemas de proteção no trabalho

Uma empresa é um sistema complexo, e a sua gestão de segurança também deve ser. Proteger o maquinário é uma das etapas principais para garantir a qualidade do local de trabalho, porém, outra questão séria é a necessidade de contratar um sistema de combate a incêndio , que consiste em uma estrutura inteligente que é projetada de acordo com as necessidades do local onde será aplicada.

O sistema é personalizado e auxilia no combate ao fogo, identificando qualquer vestígio de fumaça, com alertas sonoros e sistema de sprinklers, um dispositivo sensível a altas temperaturas e a fumaça, que faz com que seu sistema seja acionado fazendo com que ele comece a jorrar água, ele vem se mostrado simples, econômico e eficaz no combate a ameaças de pequeno a médio porte de fogo.

A Norma Reguladora 23 (NR 23) estipulou regras básicas dependendo do local e da quantidade de pessoas em convivência. Além do sistema, estão entre as exigências artefatos básicos como os extintores, que precisam ter a validade constantemente checada, saídas de emergência com portas corta-fogo e placas de orientação em neon.

Ensinar os colaboradores a agirem em situações de perigo é, também, de essencial importância. Saber que existem pessoas capacitadas para lidar com situações de perigo em uma empresa é pensar a frente e evitar acidentes maiores. Uma prática que tem se popularizado entre grandes empresas de todo o Brasil é o curso de brigada de incêndio , uma formação que tem por objetivo habilitar colaboradores para atuar em situações emergentes, abordando temas como a prevenção e combate ao fogo, prestação de primeiros socorros e abandono de área com ameaça de perigo.

Pode-se observar um aumento da procura por equipamentos e proteções trabalhistas por parte das empresas, seja pelo aumento de fiscalização ou por conscientização, porém tais números ainda não são tão representativos, e não afirmam uma real projeção de melhora.

Pelos dados Anuários Estatísticos da Previdência Social mostraram que em apenas 2015 um total de 612,6 mil acidentes, nos quais 2500 ocorrências de morte. Esses números continuam altos, e apesar do aumento das empresas interessadas em segurança no trabalho, isto ainda não é o bastante, é preciso que mais instituições entendam a importâncias e o investimento lucrativo que a segurança no trabalho pode proporcionar.

 (Fonte: terra.com.br)
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