SST nos frigoríficos: em ritmo lento

Recente operação deflagrada pela Polícia Federal em março desse ano, intitulada Carne Fraca, chamou a atenção do mundo para os frigoríficos brasileiros, mais propriamente para a qualidade da carne produzida no Brasil e comercializada dentro do país e no exterior. Maior exportador mundial de carne bovina e frango, e segundo maior produtor, perdendo apenas para os Estados Unidos, o Brasil produziu em 2016 mais de 25 milhões de toneladas de carnes, sendo que 25% desse volume teve como destino as exportações.

Agora, esse grande volume de produção levanta outro questionamento importante: com está a qualidade dos cuidados à saúde e segurança oferecidos aos trabalhadores do setor? Levando em consideração todo o processo produtivo, desde o abate até a embalagem das carnes, o trabalhador é exposto a ambientes insalubres, baixas temperaturas, umidade, agentes biológicos, ferramentas cortantes, além do ritmo acelerado de trabalho nas linhas de produção, que exige repetitividade de movimentos, e pode acarretar muitos adoecimentos osteo musculares. A amônia também tem sido uma grande vilã dos frigoríficos, cujos vazamentos prejudicam tanto os trabalhadores quanto o entorno da empresa.

Nesta reportagem faremos um balanço sobre como anda o cenário nacional em relação à SST nos estabelecimentos responsáveis pelo abate e processamento de carnes, discutindo sobre sua evolução desde a regulamentação da NR 36 e o que ainda falta para a total adequação dessas plantas.

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano passado, o Brasil bateu seu recorde no abate de frangos, atingindo a marca de 5,9 bilhões, além de ter contabilizado 42,3 milhões de suínos e 29,7 milhões de cabeças de gado. Enquanto os estados da Região Sul lideram na produção avícola e suína, o Mato Grosso continua liderando o ranking no abate de bovinos, seguido de perto pelo Mato Grosso do Sul, Pará, São Paulo e Goiás.

O grande crescimento do setor frigorífico ao longo dos anos e seu importante papel na economia do país impulsionou sua modernização no que se refere à tecnologia e à automação, mas a realidade é que a maior parte dos processos que leva a proteína animal à mesa dos consumidores ainda conta com a mão de obra do trabalhador. Até o último levantamento da RAIS para o ano de 2015, essa demanda era realizada por 463.205 colaboradores, espalhados pelos 4.303 estabelecimentos ativos dentro do território nacional.

As atividades desenvolvidas por esses trabalhadores durante o abate e processamento de carnes, que em sua grande maioria acontecem no mesmo local, vão desde o sacrífico do animal, a sangria, escaldagem e depenagem (no caso das aves), evisceração, cortes, desossa até a embalagem e expedição do produto final. A regulamentação referente aos cuidados à saúde e segurança durante o trabalho desses colaboradores está vigente desde 2013, mas a quantas será que anda a implantação dessas exigências no dia a dia dentro dos frigoríficos? E será que elas têm sido capazes de neutralizar os perigos desses ambientes, que englobam uma série de riscos ocupacionais listados pelo Ministério do Trabalho?

(Fonte: Revista Proteção)

O QUE TODOS CONDUTORES DEVERIAM SABER:

Por vezes, os veículos de grande porte “nos convidam” a passar pela direita. Isso ocorre, no momento que eles “abrem” para a esquerda. No entanto, o bom condutor de veículos menores necessita se atentar às luzes indicadoras de direção do veículo maior, pois este pode sinalizar que estará retornando bem rápido para a direita. Os veículos longos podem ir à esquerda, justamente para ganhar giro na sua conversão, quando vão entrar para a direita, por isso:

• “Nunca trafegue à direita de veículos maiores que o seu”;

• Se isso realmente for necessário em função de sua rota, se posicione de maneira a ver o motorista através do retrovisor dele”; caso contrário, você estará no

ponto cego deste condutor.”

• Em rodovias, o acidente é ainda mais grave em função da velocidade, por isso, sempre ultrapasse pela esquerda! Se o veículo maior errar trafegando pela faixa da esquerda, você só se envolverá em um acidente com ele se você errar também por transitar à direita dele.

A importância de rever a segurança

A revisão das normas de segurança dentro da empresa deve ser feita anualmente para evitar acidentes e até mesmo afastamentos. Caso contrário, a empresa corre o risco de sofrer ações regressivas na Justiça, sendo cobrada posteriormente pelos gastos que o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) teve com o funcionário afastado. Essa é a orientação do diretor da MedNet (Medicina e Segurança do Trabalho) e médico do trabalho Paulo Barbudo.

 

Quando o trabalhador se acidenta no trabalho ou fica doente, os primeiros 15 dias de afastamento do trabalho serão pagos pela empresa. Do 16º dia em diante, à Previdência é que paga.
“Lá na frente o INSS olha para empresa e pensa ‘peraí, quem acidentou ou adoeceu o trabalhador foi a empresa e não eu! É por culpa da empresa e não minha que eu estou gastando essa grana’. Nessa hora ela utiliza de seu corpo jurídico para entrar com ação contra a empresa, e assim, buscar reaver tudo o que pagou ao empregado acidentado”, afirmou Barbudo.
As bases legais para as Ações Regressivas são legitimadas pelo Artigo 934 do Código Civil. “Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz”, traz o texto.

 

O especialista cita que no Brasil, historicamente, um dos setores que mais registra acidentes é a construção civil e o setor industrial. Os problemas variam do não fornecimento de protetores auriculares, por exemplo, até a não realização de exames para checar como está a audição do funcionário.
Porém, não são apenas setores de produção que podem oferecer riscos. Os trabalhos administrativos, que exigem repetição, também devem receber atenção dos empregadores.
“São áreas que costumam ser bem negligenciadas. As empresas acabam olhando para as áreas mais críticas, é lógico. Mas nessas áreas administrativas, muito uso de computador, às vezes transporte de peso, esforços repetitivo, isso é o que se enquadra como riscos ergonômicos. Riscos que não são tão críticos como os de acidente, mas acontecem. São diários e constantes”, afirmou Barbudo.

 

CUIDADOS
Hoje é comemorado o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho, e o Dia Nacional em Memória às Vítimas de Acidentes do Trabalho. A orientação é que a empresa faça no mínimo uma revisão anual de todos os processos internos, como regulamenta a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). “Tem que ir um técnico de segurança, engenheiro de segurança, analisar, ver se tem risco físico, químico, biológico, ergonômico, se o risco de acidente está controlado. Com base nisso, ele faz uma inspeção e emite o relatório para o dono da empresa. Com base nesse relatório, o departamento médico do trabalho vai analisar e criar mecanismos de controle pra validar se as ações propostas e implementadas pela segurança do trabalho estão sendo eficazes”, explicou Barbudo.

 

Em um cenário de crise financeira, o especialista percebe ainda um aumento no número de ações regressivas.
“Tem aumentado bastante. Nos últimos três, quatro anos, a gente tem percebido que tem mais que dobrado a cada ano o número de ações e via de regra com sucesso. (…) Em uma fase como essa, quando a pessoa perde o emprego, é muito comum ela entrar com uma ação trabalhista contra a empresa, porque ela sabe que não vai conseguir de uma forma muito rápida a recolocação. (…) Se a empresa não estiver em dia com essas obrigações e não cumprindo o que a norma pede, ela vai perder praticamente todas as ações. A primeira coisa que o juiz trabalhista vai pedir no caso de uma ação são os documentos legais para provar que a empresa estava fazendo a parte dela”, disse Barbudo.

 

(Fonte: Portal Todo Dia)

Vibração ocupacional exige medição.

Entidade destaca a importância do planejamento para o uso do medidor em todas as etapas da obra.

As atividades com exposição à vibração ocupacional merecem uma atenção especial no setor da construção civil. Saber dos riscos que envolvem a atividade é crucial na prevenção de acidentes, principalmente para os profissionais que manuseiam britadeiras, compactadores de solo, marteletes, retroescavadeiras, entre outros equipamentos que produzem vibrações. “As empresas devem sempre avaliar medidas para reduzir, eliminar ou controlar os riscos em todas as etapas das obras e, principalmente, manter o trabalhador bem orientado sobre quais efeitos podem ocorrer se ele não estiver com uma proteção adequada”, diz o engenheiro de Segurança do Trabalho, Michel Sotelo.

Segundo Sotelo, as consequências da vibração no corpo dependem de quatro fatores: pontos de aplicação no corpo, frequência das oscilações, aceleração das oscilações e duração da exposição. Ao contrário de outros agentes de riscos, a vibração ocupacional requer contato. “Ninguém fica exposto passivamente, como ocorre no ruído, por exemplo. No caso da vibração, o contato faz parte do processo”, diz.

De acordo com o engenheiro, os agentes de vibração no corpo humano podem ter efeitos crônicos que dependem da intensidade e do tempo de exposição do trabalhador e, muitas vezes, levam a problemas irreversíveis. “Se não houver proteção adequada, as doenças podem ser de ordem vascular, neurológica, osteoarticular e muscular”, afirma.

Um problema comum é o da Síndrome de Raynaud, popularmente conhecida como doença dos “dedos brancos”. “Com a continuidade da exposição ao movimento vibratório nas mãos, o trabalhador passa a ficar com as pontas dos dedos brancas, e começa a perder a capacidade manual, controle e sensibilidade em seus dedos. É geralmente apenas nesse estágio que alguns trabalhadores passam a se cuidar, pois não conseguem mais exercer suas atividades corriqueiras”, explica.

O engenheiro reforça a importância da medição em todas as etapas da obra. “As empresas devem se planejar para analisar em quais atividades os trabalhadores estão expostos a riscos de vibração, por meio de avaliações técnicas no local de trabalho”, diz.

Sotelo relata que os riscos devem estar descritos no LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho) o qual servirá de embasamento para o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). A identificação destes riscos deve estar incluída no PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) e no PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). Por meio dessas medidas, é possível se antecipar e controlar os efeitos da saúde do trabalhador antes que surjam doenças”, diz.

 

Legislação

Existem no Brasil procedimentos obrigatórios relacionados à segurança e medicina do trabalho, regidos pelas Normas Regulamentadoras, também conhecidas como NRs. Citadas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), as NRs são de observância obrigatória por todas as empresas brasileiras regidas pela CLT e são periodicamente revisadas pelo Ministério do Trabalho. As regras que dizem respeito aos níveis de vibração ocupacional que o trabalhador pode ficar exposto, são previstas pela NR-15 em seu Anexo 8.

“Até o ano de 1983, os laudos técnicos de insalubridade para pessoas expostas à vibração eram realizados qualitativamente. Naquela época, não existia norma para definir os limites de tolerância para exposição à vibração. Em 6 de junho de 1983, a Portaria 12 do Ministério do Trabalho deu nova redação ao anexo 8 da NR-15, determinando então a avaliação quantitativa para caracterização da insalubridade por vibração. A norma ISO 5349 estabelece detalhes sobre a avaliação da vibração de mãos e braços ou localizada. Já a norma ISO 2631 detalha a avaliação de corpo inteiro”, diz.

O profissional destaca que a legislação brasileira prevê, por meio da NR-15 Anexo 8, que atividades que exponham os trabalhadores sem proteção adequada a vibrações localizadas ou de corpo inteiro serão caracterizadas como insalubres por meio de avaliação técnica realizada no local de trabalho. “Se houver constatação de atividade ou operação insalubre, é assegurado ao trabalhador o adicional de insalubridade de grau médio, com percentual de 20% sobre um salário mínimo da região. A metodologia utilizada para as avaliações deve seguir as descrições da Norma de Higiene Ocupacional (NHO-09), para Vibrações de Corpo Inteiro e a NHO-10, para Vibrações de Mãos e Braços, ambas da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO), e sempre considerando os limites de exposição estipulados no Anexo 8 da NR-15”, afirma o engenheiro.

“A empresa que não tomar os devidos cuidados, arrisca-se a criar um passivo trabalhista. Atendendo às leis, o empresário previne processos judiciais. Por isso, a importância de medir, quantificar e atestar seus riscos ocupacionais existentes”, diz.

(Fonte: segs.com.br)

Governo abre programação do “Abril Verde” em memória às vítimas de acidentes no trabalho

O evento, é alusivo ao Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Adoecimento no Trabalho, lembrado em 28 de abril.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), abriu nesta terça-feira (4), na sede da SES, a programação do Abril Verde. O evento, que acontecerá ao longo do mês, é alusivo ao Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Adoecimento no Trabalho, lembrado em 28 de abril.

Estiveram presentes na cerimônia de abertura representantes do Ministério Público do Trabalho, Superintendência Regional do Trabalho, Associação dos Engenheiros de Segurança do Trabalho, Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho, Centro de Referência em Saúde do Trabalhador da Paraíba (Cerest-PB), além da secretária de estado da Saúde, Claudia Veras.

Na ocasião, foi lembrado que milhões de brasileiros sofrem acidentes anualmente e outras centenas de milhares morrem no exercício do trabalho. A diretora do Cerest-PB, Celeida Barros, lembrou que existe a subnotificação dos números. “Muitas vezes corremos o risco de achar que houve uma queda nos acidentes e óbitos relacionados ao exercício do trabalho, o que não é verdade. O que existe é uma subnotificação dos acidentes, pois a Previdência só computa dados de quem trabalha formalmente, e sabemos que existe um grande número de pessoas saindo da área formal para a informalidade, devido à situação econômica delicada vivida no país”, explicou.

Celeida lembrou ainda que durante todo o mês serão realizadas nos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira, diversas atividades relacionadas ao tema, como palestras, rodas de conversa e oferta de serviços de saúde. “Dia 2 estaremos no Espaço Cultural com uma feira de serviços sobre trabalho e cidadania, onde as pessoas podem tirar a carteira de identidade, CPF, cartão do SUS, cadastro único, além dos serviços de saúde, como vacinação e verificação de pressão”, disse.

A secretária de saúde do Estado falou sobre a importância dos órgãos e empresas terem uma preocupação quanto à saúde do trabalhador. “Devemos mapear a situação sob o ponto de vista do que a gente pode trazer para as empresas, para que possamos cumprir nossa responsabilidade com relação a isso. Que todos possam ter esse olhar de cuidado, cumprindo com as responsabilidades e compromissos que a gente tem na Saúde Publica da Paraíba, logicamente, uma parcela importante é relacionada à saúde do trabalhador”, concluiu Claudia Veras.

Segundo dados da Organização Mundial do Trabalho (OIT), a cada 15 segundos um trabalhador morre por acidente ou doença profissional, chegando à soma de mais de dois milhões seres humanos mortos por ano. Ainda segundo a OIT, cerca de 320 mil pessoas morrem a cada ano em consequência de acidentes no trabalho; 160 milhões de pessoas sofrem de doenças não letais relacionadas ao trabalho; 317 milhões de acidentes laborais não mortais ocorrem a cada ano; a cada 15 segundos, um trabalhador morre de acidente ou doença relacionada ao trabalho; a cada 15 segundos, 115 trabalhadores sofrem um acidente laboral.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na Paraíba, a cada hora três trabalhadores são afastados de suas atividades por doenças ou acidentes relacionados ao trabalho. Para a procuradora do Ministério Público do Trabalho, Marcela Asfora, deve-se ressaltar a importância da prevenção. “Diante dos milhares de acidentes de trabalho verificados anualmente no nosso país, é importante a conscientização de empregados e empregadores para adequação do meio ambiente de trabalho, buscando assim evitar novos acidentes e doenças ocupacionais. Devemos mostrar ao trabalhador a importância da prevenção, de primar pela sua saúde e segurança. As doenças ocupacionais são silenciosas, e podem demorar meses, até anos para se manifestar. Saúde é o nosso maior bem e devemos primar por ela”, disse Marcela.

(Fonte: diariodosertao.com.br)

CONFRATERNIZAÇÃO DIA DAS MULHERES – UNIDADE AMERICANA/SP

No dia 08 de março comemoramos o Dia Internacional da Mulher, então a unidade de Americana preparou uma confraternização pensando nas mulheres, de uma forma diferente. Nesse dia além de ter a confraternização comum com comes e bebes, também contamos com uma aula diferenciada chamada “Zi Dance”, e o nosso agradecimento vai em especial ao professor de dança Ezequiel (Facebook). A comemoração foi um sucesso com base no feedback que tivemos.

Confira em alguns cliques como foi:

Bom dia!

DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES – 08/03