TREINAMENTO MEDNET AMERICANA/SP

Nos dias 17 e 18/11, a equipe técnica do departamento de segurança do trabalho, da unidade de Americana/SP, representada pelos profissionais Paulo Cesar Rosa Ferreira e Ademir P. Junior, realizaram um treinamento teórico e pratico para Brigada de Emergência com alguns colaboradores, estando presente representantes de cada departamento da empresa.

Onde com extremo empenho e aproveitamento demostrado por todos, foram abordados procedimentos práticos no atendimento à vitimas de acidente e mal súbito, aplicando técnicas quanto a hemostasia, compressões torácicas, movimentação com maca, entre outros. E da mesma forma abordaram técnicas operacionais quanto à prevenção contra incêndio, procedimentos de abandono de área, manuseio de equipamentos e métodos de aplicação e ataque a principio de incêndio.

Esses e outros cursos são fornecidos pela Mednet. Caso queira contratá-los, entre em contato com alguma unidade próxima e veja a disponibilidade e/ou conteúdo que precise. (grupomednet.com.br)

Confira abaixo algumas fotos de como foi:

Conselho aprova alterações no cálculo do Fator Acidentário de Prevenção

Grupo Técnico apresentou relatório sobre o FAP que foi votado pelo colegiado

Da Redação (Brasília) – O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) votou seis alterações na metodologia do cálculo do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), na última quinta-feira (17), em Brasília. O FAP é um multiplicador calculado anualmente que incide sobre a alíquota do Seguro Acidente de Trabalho (SAT) pago pelas empresas.
As mudanças para o FAP 2017 valerão em 2018. Mesmo sendo adotado um novo modelo, o diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional da Secretaria de Previdência, Marco Pérez, enfatizou que, “nenhum conceito de acidente de trabalho, nenhuma obrigação patronal, nem a concessão de benefícios foram alterados”.
Uma das modificações, no cálculo do fator, é a exclusão dos acidentes de trabalho sem concessão de benefícios, exceto acidentes que resultarem em óbito, independentemente da concessão de benefício. Segundo argumento discutido no Grupo de Trabalho, que debateu o assunto durante dois anos, a inclusão desse tipo de acidente implica em um cálculo do índice de frequência que não diferencia empresas que causam acidentes com maior gravidade daquelas que causam os de menor gravidade.
Trajeto – A retirada dos acidentes de trajeto do cálculo do FAP também está entre as mudanças aprovadas. Pérez esclareceu que “a inclusão desses acidentes não diferenciava a acidentalidade dentro e fora da empresa”. Ele ressaltou ainda que esse critério não deve ser considerado para bonificar ou sobretaxar a empresa, uma vez que o empregador não possui ingerência sobre os acidentes de trajeto.
A partir de 2018, o bloqueio de bonificação por morte ou invalidez continuará valendo. No entanto, esse bloqueio só valerá durante o ano em que ocorreu o acidente e os sindicatos não terão mais a prerrogativa de desbloquear a bonificação.
Os conselheiros também aprovaram a exclusão da redução de 25% do FAP calculado na faixa malus. No entanto, haverá uma regra de transição. Em 2018, o desconto será de 15% e, no ano seguinte, será totalmente extinto. Esse critério havia sido introduzido para ser aplicado somente no primeiro ano de vigência do FAP, mas continuava sendo aplicado até hoje.
Rescisão – O bloqueio de bonificação com base na taxa média de rotatividade acima de 75% não foi excluído do cálculo do fator, como havia sido proposto. No entanto, serão usadas somente a rescisão sem justa causa, inclusive a rescisão antecipada de contrato a termo; e a rescisão por término de contrato a termo. Nesse caso, os sindicatos também não terão mais autonomia para promover o desbloqueio.
Outra alteração acatada pelo colegiado diz respeito à regra de desempate das empresas por Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Atualmente, o critério de desempate considera a posição média das posições empatadas. A partir de 2018, será considerada a posição inicial do empate, sem alterar o número total de estabelecimentos com o cálculo válido.
(Fonte: Previdência Social)

 

Exame toxicológico em caminhoneiros reduz acidentes em 38% nas estradas federais

Nos seis meses de vigência da lei, 650 mil profissionais foram submetidos a testes toxicológicos no País

A obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas profissionais, implantada há apenas seis meses, já conseguiu reduzir em mais de 38% o número de acidentes nas estradas federais de todo o País.

A medida também fez com que mais de 230 mil motoristas profissionais mudassem de categoria ou não renovassem sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Instituto de Tecnologia para o Trânsito Seguro (ITTS) em balanço sobre os seis meses da obrigatoriedade do exame.

A obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas com CNH nas categorias C, D e E tornou-se uma norma pela Lei Federal 13.103/15 já devidamente regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e pelo Ministério do Trabalho. Ela passou a valer de 2 de março deste ano para a emissão e renovação da CNH, na pré-admissão e no desligamento de motoristas profissionais de todo o País.

Sua adoção foi a primeira medida para combater o uso de drogas por condutores, desde que o Código de Trânsito Brasileiro entrou em vigor, em janeiro de 1998. Ela define que o motorista faça uma renovação da carteira de 60 em 60 meses, determinação essa que vai cair para 30 meses em 2018.

Balanço

Nos seis meses de vigência da lei, foram testados cerca de 650 mil profissionais no País. Apenas profissionais do Tocantins e de Mato Grosso do Sul não estão fazendo os exames, resguardados por liminares.

A taxa de positividade ficou em torno dos 9% para os motoristas candidatos a emprego em regime de CLT (Confederação das Lei do Trabalho) e em 2,5% para os motoristas que renovaram suas carteiras de habilitação.

Segundo o instituto, neste último grupo, o baixo índice está diretamente relacionado ao fato de que mais de 33% dos condutores profissionais não renovaram suas carteiras ou migraram para categorias em que o exame não é exigido.

Polícia Federal

Estudo desenvolvido em paralelo pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) constatou que, de março a julho deste ano, comparativamente a igual período do ano passado, o número de acidentes envolvendo caminhões nas estradas federais do país diminuiu de 18 mil para 11 mil, o que dá uma redução de 38%.

Para Márcio Liberbaum, presidente do Instituto de Tecnologia para o Trânsito Seguro, a eficácia da lei é “absolutamente inequívoca” e muito bem demonstrada com essa fuga da renovação ou da classificação por categoria. “Essa positividade escondida vai ser pedagógica para os 90% dos motoristas que ainda não fizeram o exame. Eles vão perceber que têm de mudar de comportamento se quiserem continuar a exercer a sua profissão.”

(Fonte: www.brasil.gov.br)

Estresse ocupacional: saiba como reconhecê-lo e combatê-lo.

As exigências e o ritmo de trabalho atuais, assim como a falta de autonomia ou um ambiente profissional ruim podem estar por trás do estresse ocupacional, um dos principais problemas atuais dos trabalhadores e empresas.

No Brasil, segundo dados da Isma-BR (International Stress Management Association), 9 entre 10 pessoas que estão no mercado de trabalho têm sintomas de ansiedade e 47% da população sofre de depressão. Complicações cardiovasculares e transtornos do sono são algumas consequências do estresse ocupacional na saúde, assim como o isolamento social e produtividade baixa no trabalho.

Este tipo de estresse é um dos desafios que a grande maioria dos trabalhadores têm de enfrentar atualmente, já que seus efeitos acontecem no local de trabalho, mas também podem repercutir no ambiente social e familiar. A Dra. Blanca Usoz, especialista em Medicina Ocupacional e Familiar, relata abaixo os principais fatores que levam ao estresse em ambientes profissionais.

Quais fatores estão por trás do estresse ocupacional?

Os fatores causadores do estresse ocupacional são chamados de “riscos psicossociais”, e são: falta de controle ou autonomia sobre os processos, carga de trabalho excessiva, baixo apoio social, horário de trabalho incompatível ou pouco flexível, compensação insuficiente, entre outros.

Como o estresse ocupacional afeta a saúde?

O estresse ocupacional é um tipo de estresse crônico, por isso tende a afetar a saúde das pessoas, contribuindo para o surgimento de transtornos ou doenças cardiovasculares, doenças musculo-esqueléticas, síndrome de “burnout” (esgotamento) e depressão. Também pode levar à adoção de um estilo de vida pouco saudável: má alimentação, transtornos do sono e, inclusive, maior consumo de tabaco e álcool.

Estes transtornos estão relacionados de tal forma ao estresse ocupacional que alguns países chegaram a incluí-los em listas de patologias do trabalho.

O estresse ocupacional pode afetar a vida social e o trabalho?

No ambiente social, o estresse ocupacional pode provocar isolamento e negligência pelas relações sociais (família, amigos, cônjuge…). No ambiente ocupacional, essa situação pode levar falta de engajamento, diminuição de motivação e satisfação, rendimento reduzido, entre outros, afetando a produtividade e a competitividade da empresa.

Não tenho excesso de trabalho. Posso estar estressado?

Mesmo que tudo indique que o estresse ocupacional venha a ser consequência de excesso de trabalho, nem sempre é assim. Uma atividade ocupacional pouco exigente, sem conteúdo, na qual o trabalhador não possa desenvolver suas capacidades pessoais pode ser igualmente causadora de estresse.

Quais medidas podem ser adotadas para controlar e prevenir o estresse ocupacional?

As empresas e os trabalhadores têm responsabilidade sobre a prevenção e o controle do estresse ocupacional. É fundamental que as empresas percebam a importância desse assunto e adotem medidas para detectar possíveis riscos e preveni-los, tanto coletivamente dentro da organização, quanto individualmente. Entre as principais medidas, é preciso estimular a participação dos funcionários, para que todos se sintam envolvidos, ter uma boa comunicação dos objetivos da empresa e a adaptar a carga de trabalho, de acordo à aptidão de cada empregado. Por outro lado, entre as medidas de caráter individual, deve-se reforçar o estilo de vida saudável e a resiliência pessoal. Recomendo fazer pausas ou descansos no trabalho e praticar técnicas de relaxamento, pois são ações que ajudam a administrar melhor as pressões e exigências do trabalho causadoras do estresse ocupacional.

(Fonte: segs.com.br)

CAMPANHA NOVEMBRO AZUL

O câncer de próstata provoca 307 mil mortes no mundo todos os anos, de acordo com a ONG britânica Cancer Care. Diante disso, a campanha Novembro Azul vem para alertar sobre a necessidade da realização dos exames, já que o sucesso do tratamento depende do estágio em que a doença é diagnosticada.

O radio-oncologista, Leonardo Pimentel explica que, se a enfermidade for descoberta cedo, as chances de cura podem chegar a até 90%. “O grande problema é que as pessoas tendem a imaginar que o câncer de próstata é uma doença que não traz risco algum, quando na verdade pode se espalhar e levar o indivíduo à morte”, destaca.

Como esse tipo de câncer não costuma apresentar sintomas no estágio inicial, o radio-oncologista diz que é muito importante que o paciente verifique se ele possui fatores de risco, como parentes que já tiveram a doença ou hábitos de vida pouco saudáveis.

“A orientação do Ministério da Saúde é discutir a realização ou não dos exames de rastreamento, que geralmente são o PSA ou o toque retal, com o paciente. O recomendado é que os homens procurem seus médicos a partir dos 50 anos. Caso haja algum fator de risco 45 e, se ele possuir algum parente de primeiro grau diagnosticado com câncer de próstata, o ideal é aos 40 anos”, lembra.

No entanto, muitos homens postergam a sua ida ao consultório por medo ou preconceito. Além do exame ser feito apenas depois de confirmada a necessidade, Leonardo conta que o toque retal, quando feito por um bom especialista, “é um exame indolor, com pouco desconforto, realizado em poucos segundos e é mais eficiente, porque pode detectar nódulos, o que não acontece com o PSA”.

Para tratar o câncer de próstata, Leonardo Pimentel diz que existem três procedimentos, a cirurgia aberta ou robótica; a radioterapia externa ou braquiterapia; e as condutas de vigilância ativa, que consistem em um acompanhamento com exames até que seja necessário ou indicado um tratamento.

O radio-oncologista ressalta que, se diagnosticado tardiamente, esses procedimentos podem causar sequelas muito temidas pelos homens, como disfunção erétil, infertilidade ou incontinência urinária. Dessa forma, é imprescindível que o paciente fique atento e não deixe de conversar com o seu médico. “Com o avanço das técnicas de cirurgia e radioterapia temos cada vez menos casos de sequelas.” A fisioterapia urológica também tem auxiliado muito. Porém, é importante que a pessoa se conscientize em relação à prática de manter sua saúde sempre em dia.

(Fonte: www.hojeemdia.com.br)

Outubro Rosa – Grupo MedNet

Na última sexta-feira do mês de Outubro (28/10), a unidade de Americana/SP do Grupo MedNet, ficou rosa!

Uma ação dedicada à campanha do Outubro Rosa fez com que os funcionários se unissem e viessem trajados com uma peça de roupa/acessório na cor rosa, em apoio à Campanha do mês de Outubro, em prol ao combate ao Câncer de Mama.

Confira algumas fotos tiradas com os colaboradores da unidade:

Novidades em Medicina do Trabalho é debate em reunião da APMT

No início do mês de Outubro, a Associação Paulista de Medicina do Trabalho (APMT) realizou a reunião “Atualidades em Medicina do Trabalho”. O encontro foi na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), tendo como foco mudanças na legislação que impactam o exercício profissional dos médicos do trabalho.

Contou com 49 participantes, sendo que 21 deles acompanharam a transmissão pela Web. “Essa iniciativa de possibilitar acesso via Web faz com que as informações sejam divulgadas também a médicos impossibilitados de assistir presencialmente”, pondera José Roberto Teixeira, diretor científico adjunto da APMT.

Dentre os tópicos discutidos na reunião podem ser ressaltados, pela relevância, entre outros, a expectativa de 900.000 casos de revisão de benefícios acima de 2 anos, como fruto da Reconvocação para Perícia Médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conforme disposto na Portaria Interministerial 127/16; a maior agilidade e eficácia na fiscalização pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) pelo
cadastro eletrônico dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), com a aplicação da Portaria SIT 559/16; e a necessidade de maior rigor na caracterização de ambientes insalubres e seus possíveis efeitos à gestante e ao concepto, bem como de elaboração de procedimentos internos que permitam a ciência, pelos serviços médicos das empresas, do estado gestacional das trabalhadoras, o mais precocemente possível, frente ao disposto na Lei 13;287: “Insalubridade em gestantes e lactantes”.

“As três palestrantes** fizeram seus painéis com competência e clareza. Em suma, o encontro atendeu plenamente às expectativas de levar o conhecimento dos médicos do trabalho e suscitar o debate de assuntos relevantes ao seu dia a dia”, finaliza Teixeira.

(Fonte: www.maxpressnet.com.br)

Segunda edição da Expodeps chega ao fim com mais de 2,5 mil participantes

Feira de negócios foi promovida na Fidam nos últimos dois dias e contabilizou um saldo de público 25% maior do que no ano passado


A 2ª edição da Expodeps, realizada na Fidam (Feira Industrial de Americana) nos dias 19 e 20, acabou na noite da última quinta-feira e o saldo de visitação foi positivo. A exposição, criada para fomentar o setor de serviços da cidade, atraiu mais de 2,5 mil pessoas, saldo 25% maior do que o visto no ano passado, quando o evento ocorreu no Civi (Centro de Integração e Valorização do Idoso).

O volume total de negócios deverá ser divulgado apenas na semana que vem, mas a Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana), uma das parceiras e organizadora do evento, já recebeu relatos de empresários que conseguiriam fechar contratos com valores superiores a R$ 22 mil. Ao todo 62 expositores participaram do evento, além de sete palestrantes das áreas de liderança de alta performance, negócios, tributos, inteligência emocional e linhas de crédito.

O coordenador-diretor do Deps (Departamento das Empresas Prestadoras de Serviço) da Acia e um dos idealizadores do evento, Marcelo Antonio ressaltou que a conquista mais importante da feira foi o estreitamento de relações. “O nosso objetivo não era necessariamente o fechamento de contratos – apesar de sabermos que muitos negócios foram feitos aqui – e sim desenvolver o relacionamento entre empresários que retomarão contatos nos próximos meses”, declarou.

Segundo a organização, 90% dos expositores desta edição já manifestaram interesse em continuar participando da feira no próximo ano, quando o evento deverá ser ampliado.

(Fonte: O Liberal)

Como o Fator Acidentário de Prevenção (FAP) pode reduzir sua carga tributária?

O FAP (Fator Acidentário de Prevenção) poderá diminuir o encargo previdenciário SAT de sua empresa em até 4 vezes se ela tiver bons indicadores e bons resultados e isto passa pela escolha da empresa que irá prestar os serviços de saúde e segurança.

A saúde e segurança do trabalho nas empresas são serviços extremamente importantes para a prevenção de doenças e acidentes relacionados ao trabalho. No Brasil a Saúde e Segurança no Trabalho tiveram seu início com a Consolidação das Leis Trabalhistas, entretanto, somente após alguns anos as leis foram regulamentadas e passaram a ser mais elaboradas e com diretrizes mais objetivas.

A regulamentação dos serviços de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) foi um marco importante para trabalhadores e empresas. Entretanto, apesar de sua importância vital, o serviço de Saúde e Segurança do Trabalho sempre foi visto mais como um encargo ou um gasto a mais para as empresas, do que como um investimento. Isto se dava, em parte, por conta de um detalhe: as empresas não se sentiam estimuladas a investir na área. Realmente este é um investimento de difícil mensuração de retorno. Entretanto ele é real e muito benéfico tanto para a saúde dos funcionários quanto para a saúde financeira das empresas.

Um outro fator importante merece ser analisado. O principal segurador deste setor, o INSS, sempre atuou como um “seguro das empresas”, ou seja, de forma prática o que acontecia era, não importasse o quanto a empresa investisse em SST, iria pagar a mesma alíquota de SAT (Seguro Acidente de Trabalho). Ora, aquelas empresas que tinham bons resultados no que diz respeito à saúde e segurança de seus funcionários após investirem neste serviço se sentiam “prejudicadas”, pois acabavam por dividir a conta do SAT com outras empresas que ao contrário, não investiram no setor. Assim, muitas empresas não se sentiam estimuladas a investir em SST.

À partir de 2007, o INSS e o MTE perceberam a contradição existente na forma de “cobrar” as empresas pelo “seguro” de seus funcionários. Ou seja, passaram a entender que seria mais justo e mais incentivador se as empresas que obtivessem melhores resultados e melhores indicadores de saúde e segurança pagassem um valor menor de seguro, o SAT. À partir deste fundamento, houve uma mudança de paradigma no setor. Foram criados indicadores como por exemplo: freqüência de afastamento dos funcionários junto ao INSS, gravidade dos afastamentos e custos dos afastamentos. Estes indicadores são então mensurados com seu devido peso ponderado e estabelece-se um ranking entre todas as empresas daquela determinada atividade econômica. Estava criado então o princípio do “bônus et malus”, que significa bonificar as empresas que apresentam bons resultados e penalizar aquelas que apresentam piores resultados.

Portanto, torna-se possível atualmente, fazer do SST uma área estratégica em toda empresa, onde com uma boa gestão é possível alcançarmos resultados que vão impactar diretamente no lucro das empresas. O FAP (Fator Acidentário de Prevenção) poderá diminuir o encargo previdenciário SAT de sua empresa em até 4 vezes se ela tiver bons indicadores e bons resultados e isto passa pela escolha da empresa que irá prestar os serviços de saúde e segurança. Foi esta estratégia usada pelo INSS e o MTE para incentivar as empresas a investirem em SST. Entretanto, isto ainda é pouco divulgado, pois geralmente o empresário não vê este dinheiro “indo embora”, pois não sabe da possibilidade de diminuir este custo substancialmente.

(Fonte: www.contabeis.com.br)

Turma mantém acumulação de adicionais de insalubridade e periculosidade

Um empregado da Amsted Maxion Fundição e Equipamentos Ferroviários S. A. vai receber acumuladamente os adicionais de insalubridade e periculosidade.  A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho afastou a argumentação de que o artigo 193, parágrafo 2º, da CLT prevê a opção pelo adicional mais favorável ao trabalhador e negou provimento ao recurso da empresa, sob o entendimento de que normas constitucionais e supralegais, hierarquicamente superiores à CLT, autorizam a cumulação dos adicionais.

De acordo com o relator do recurso, ministro Cláudio Brandão, a Constituição da República, no artigo 7º, inciso XXIII, garantiu de forma plena o direito ao recebimento dos adicionais de penosidade, insalubridade e periculosidade, sem qualquer ressalva quanto à cumulação, não recepcionando assim aquele dispositivo da CLT. Em sua avaliação, a acumulação se justifica em virtude de os fatos geradores dos direitos serem diversos e não se confundirem.

Segundo o ministro, a cumulação dos adicionais não implica pagamento em dobro, pois a insalubridade diz respeito à saúde do empregado quanto às condições nocivas do ambiente de trabalho, enquanto a periculosidade “traduz situação de perigo iminente que, uma vez ocorrida, pode ceifar a vida do trabalhador, sendo este o bem a que se visa proteger”.

Normas internacionais

O relator explicou que a opção prevista na CLT é inaplicável também devido à introdução no sistema jurídico brasileiro das Convenções 148 e 155 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), “que têm status de norma materialmente constitucional ou, pelo menos, supralegal”, como foi decidido pelo Supremo Tribunal Federal. A Convenção 148 “consagra a necessidade de atualização constante da legislação sobre as condições nocivas de trabalho”, e a 155 determina que sejam levados em conta os “riscos para a saúde decorrentes da exposição simultânea a diversas substâncias ou agentes”.

Tais convenções, afirmou o relator, superaram a regra prevista na CLT e na Norma Regulamentadora 16 do Ministério do Trabalho e Emprego, no que se refere à percepção de apenas um adicional quando o trabalhador estiver sujeito a condições insalubres e perigosas no trabalho. “Não há mais espaço para a aplicação do artigo 193, parágrafo 2º, da CLT”, assinalou.

A decisão foi unânime.

(Fonte: www.tst.jus.br/noticias)