DEZEMBRO VERMELHO – Tem cura?

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Não. Infelizmente, a infecção pelo HIV ainda não tem cura, pois o vírus não pode ser eliminado do corpo.

Os cientistas tentam há anos encontrar alguma forma de curar o HIV ou então de desenvolver uma vacina, mas quase todas as tentativas, com a exceção do caso do paciente de Berlim, foram infrutíferas.

Entretanto, apesar de não ter cura, o HIV tem tratamento e, através dele, o paciente consegue viver uma vida sem grandes complicações. Estima-se, inclusive, que com o tratamento correto, a expectativa de vida de pacientes soropositivos seja quase a mesma de pessoas que não sofreram infecção.

Convivendo

Conviver com o HIV pode parecer uma tarefa difícil e de fato é. Entretanto, é importante lembrar que o diagnóstico do HIV não é uma sentença de morte.

Receber o diagnóstico e não se abalar com isso é uma tarefa hercúlea, quase impossível, mas nessas horas o importante é tentar manter a calma e procurar auxílio emocional naqueles que você sente confiança, sejam amigos ou familiares.

Ao contrário do que muitos imaginam, a diferença na expectativa de vida entre pacientes infectados pelo HIV e não infectados não é tão grande. Na realidade, com o tratamento adequado e com a adoção de algumas mudanças de vida, tudo vai ficar bem.

Entenda melhor o passo a passo para conviver melhor com esse diagnóstico que pode parecer tão assustador:

Tire um tempo para si

A notícia de que se é soropositivo é bastante impactante. Por isso, é importante que você tire um tempo para absorver a informação e processá-las corretamente.

Nesse tempo, o contato com amigos e familiares é muito importante, pois, independente do que acontecer, essas são pessoas que vão estar do seu lado, te ajudando no tratamento e no dia a dia.

Tente lidar melhor com os sentimentos

Especialmente quando se contrai o HIV através do sexo desprotegido ou do compartilhamento de agulhas contaminadas durante o uso de drogas, sentimentos de arrependimento e culpa podem ser muito fortes.

É importante que você se esforce para não deixar que eles te abalem emocionalmente. É uma tarefa difícil, mas você pode, novamente, pedir ajuda para seus amigos e familiares nessas horas.

Ou então, caso esteja muito difícil lidar com todas essas emoções, você pode procurar auxílio psicológico com psicólogos ou psiquiatras, ou então se dirigir a grupos de apoio, onde existem pessoas que estão passando (ou já passaram) pela mesma situação.

Informe seu médico

Se você contraiu o HIV, algumas mudanças vão precisar ser feitas em sua vida. Uma delas, talvez a mais importante, é melhorar o seu acompanhamento médico.

Muitas vezes, durante a vida, deixamos de dar à nossa saúde toda a atenção necessária. No momento em que se é diagnosticado com HIV, esse comportamento deve mudar.

Isso porque é muito importante que você impeça a progressão da infecção, diminuindo suas chances de desenvolver a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a Aids. Para isso, a atenção e os cuidados médicos são essenciais.

Faça todos os testes

É imprescindível que você faça todos os exames e testes que seu médico pedir. Dessa forma vocês vão encontrar a melhor forma de conduzir o tratamento e impedir a progressão da doença.

Tome a medicação

As instruções médicas devem ser seguidas na ponta do lápis, especialmente se os sintomas se apresentarem de maneira grave. E lembre-se: nunca pare de tomar a medicação por conta própria.

Efeitos colaterais

Infelizmente, as medicações para conter a progressão do HIV no organismo podem trazer alguns efeitos colaterais bem desagradáveis. Por isso, converse bastante com o seu médico e se prepare, pois muito provavelmente eles virão.

Enquanto alguns pacientes apresentam efeitos colaterais mais incômodos , outros são mais brandos. Vai dependender de cada caso.

Também é muito importante que você relate ao seu médico tudo que você sentiu com o uso dos medicamentos, pois, quem sabe, a medicação escolhida não tenha sido a mais adequada.

Alguns efeitos colaterais comuns do tratamento do HIV são:

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Alterações cardíacas;
  • Pesadelos;
  • Perda de memória;
  • Falta de ar;
  • Erupções cutâneas.

Tome medidas de segurança

Ser soropositivo não significa que você nunca mais vai poder abraçar ou beijar uma pessoa, afinal, uma boa notícia é que não se transmite o vírus pelo beijo!

Entretanto, na hora das relações sexuais, é muito importante usar a camisinha sempre, mesmo que o seu parceiro também seja soropositivo e mesmo se a sua carga viral esteja controlada.

Conte sobre o seu diagnóstico para todos os parceiros sexuais que você tem ou teve

É muito importante que as pessoas com que você se relacionou saibam do seu diagnóstico. Como o vírus pode demorar anos até se manifestar de verdade, pode ser que, sem querer, você tenha passado o vírus para frente.

Dessa forma, as pessoas com que você já se relacionou também vão poder fazer o teste e saber se carregam ou não o vírus. Dessa forma, você vai estar combatendo a doença ativamente!

Mantenha uma dieta saudável

Agora, mais do que nunca, é importante manter o organismo em dia, pois uma boa alimentação auxilia a manter a imunidade adequada. Sem contar que a dieta saudável é bom para todo mundo, até para os pacientes que não tem HIV.

Esteja atento aos calendários de vacinação

Nem todas as vacinas podem ser tomadas por pacientes soropositivos, entretanto, é importante buscar se prevenir do máximo de doenças possíveis.

Contudo, não tome nenhuma vacina sem conversar com seu médico antes!

(Fonte: minutosaudavel.com.br)


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