Empresas debatem medidas para combater trabalho infantil

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No mês de Maio, 40 representantes do setor privado se reuniram na cidade de São Paulo, no consulado Britânico para debater o que as empresas podem fazer para combater o trabalho forçado e infantil. O evento foi realizado nessa semana pela Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas, a missão diplomática do Reino Unido e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) para discutir as políticas de prevenção e também estratégias de reparação para as vítimas de abusos.

Responsáveis pelos setores de varejo, fumo, café, carne, têxtil e carvão vegetal se organizaram para identificar os principais atores no processo de produção. Segundo eles, é possível que aconteçam mudanças reais quando todos tiverem consciência do tema e da gravidade da situação. Para esses profissionais, as medidas devem ir além das punições e focar também em orientação e conscientização.

Ainda segundo os participantes, as políticas de reparação das empresas devem impedir que as vítimas de trabalho infantil e forçado retornem à situação de vulnerabilidade, fechando assim um ciclo vicioso que se mantém em muitas famílias brasileiras.

Também na pauta das discussões, estavam os aspectos estruturais associados a essas violações de direitos. Para os gestores e profissionais, problemas incluem o desconhecimento do contexto socioeconômico das comunidades afetadas pelas cadeias produtivas, a falta de informações sobre os marcos regulatórios, o modelo tributário do país que incentiva a informalidade e um controle insuficiente da atuação dos agentes econômicos.

Para Maria Claudia Falcão, que é responsável pela Cooperação Técnica no Contexto Nacional da OIT: “O grande diferencial no avanço do tema é o envolvimento do setor privado”.

 

Fonte: Organização das Nações Unidas


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