A campanha julho amarelo é uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que seja discutido os perigos e campanhas preventivas relacionadas as hepatites virais, que podem ser do tipo A,B,C,D e E.

Embora esse não seja um nome desconhecido para a maior parte dos brasileiros, o fato é que muitos desconhecem os modos de transmissão da doença, bem como a sua prevenção. Confira o nosso post e saiba mais da importância da campanha de conscientização.

O que é a hepatite viral?

A hepatite é uma doença que causa inflamação no fígado e que apresenta diversas causas, podendo ser por meio de contaminação por vírus, o uso de medicamentos, bebidas alcoólicas e outras drogas, ou até mesmo doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.

São consideradas perigosas uma vez que, de acordo com o seu avanço, podem vir a se tornar um câncer ou uma cirrose. E como são doenças silenciosas que nem sempre apresentam sintomas, muitas pessoas podem ser portadoras de hepatite sem saber. No Brasil, os tipos mais comuns são o A,B e C, mas existem ainda os tipos D e E, mais frequentes no continente africano e asiático.

Dados do Ministério da saúde indicam que cerca de um milhão de pessoas no Brasil com idade entre 15 e 69 anos já tiveram contato com a hepatite tipo C.

Qual a importância do julho amarelo?

O julho amarelo é uma iniciativa da OMS, no entanto, o governo brasileiro também adotou a data e tem realizado diversas campanhas de conscientização a cerca da hepatite viral. Falamos melhor nos tópicos abaixo, sobre o que é necessário prestar atenção e como se prevenir.

Sintomas

Os sintomas mais comuns das hepatites virais são os seguintes:

  • febre;
  • dor muscular;
  • fadiga;
  • náusea e vômitos;
  • perda de apetite;
  • dor abdominal;
  • urina escura;
  • coceira;
  • amarelamento da pele e olhos;
  • sangramento no esôfago ou no estômago.

Transmissão

As hepatites virais podem ser transmitidas de diversas formas, algumas delas são:

  • contágio fecal-oral, em locais com condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos;
  • transmissão por contato com sangue, como compartilhamento de seringas, agulhas ou lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos perfurantes;
  • durante a gravidez e o parto;
  • relação sexual desprotegida.

Diagnóstico

O ideal é criar o hábito de realizar exames de rotina para verificar se está tudo certo, tendo em vista que o diagnóstico precoce são capazes de evitar a evolução da doença ou até mesmo o óbito.

Há exames rápidos que mostram o resultado em uma hora. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza os testes para os tipos B e C. É altamente recomendável para as pessoas com mais de 40 anos que realizem o diagnóstico para a hepatite C.

Também existem os testes que são realizados no laboratório. Se você tem um médico de confiança, peça para ele requerer o exame necessário na próxima vez em que for realizar o check-up.

Prevenção

As hepatites do tipo A e B já contam com vacinas e elas estão disponíveis no SUS. Inclusive, a vacina para o tipo B também imuniza para a hepatite viral do tipo D. Portanto, vale a pena consultar o Calendário Nacional de Vacinação.

No entanto, caso você ainda tenha sido vacinado, é importante se consultar com um médico antes, uma vez que há situações especiais, como é o caso de pessoas com algum tipo de imunodepressão ou que tenham o vírus HIV, precisa receber em dobro a dose da hepatite B.

Tratamento

Embora a hepatite C não tenha vacina, ela tem tratamento e cura em mais de 90% dos casos, quando o diagnóstico é realizado precocemente. O tratamento da hepatite A é realizado basicamente por meio de dieta e repouso. O essencial é que seja qual for o seu tipo de hepatite, todos os tratamentos devem ser acompanhados por um médico para evitar a evolução.

A hepatite não é uma doença desconhecida, mas infelizmente, a falta de informação pode ser fatal. É por isso que campanhas como a do julho amarelo são tão importantes e são capazes de salvar vidas.

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