Março Marinho: Mês do combate ao Câncer Colorretal

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Prevenir o câncer colorretal significa evitar os fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver a doença. Para que isso aconteça, muitas vezes, é preciso modificar os nossos hábitos.

Alguns aspectos importantes para a prevenção do câncer colorretal são:

Rastreamento

O rastreamento do câncer colorretal é extremamente importante na prevenção da doença. A partir do momento em que as primeiras células anormais começam a formar pólipos até se tornarem câncer colorretal propriamente dito, normalmente leva cerca de 10 a 15 anos. O rastreamento regular pode, em muitos casos, prevenir completamente o câncer colorretal, porque a maioria dos pólipos diagnosticados é removida antes que tenham a chance de se transformar em câncer. O rastreamento também pode diagnosticar o câncer colorretal em estágio inicial, quando é altamente curável.

A recomendação é para que pessoas com 45 anos ou mais façam exames regulares para detecção precoce da doença. Pessoas com histórico familiar ou outros fatores de risco para pólipos ou câncer, como doença inflamatória do intestino, devem conversar com seus médicos para estabelecer o início dos exames de rastreamento mais precocemente ou realizá-los com mais frequência.

Peso corporal, atividade física e dieta

Você pode reduzir seu risco de câncer colorretal gerenciando alguns dos fatores de risco controláveis, como:

  • Peso. Ter excesso de peso ou ser obeso aumenta o risco de câncer colorretal em homens e mulheres, mas isso parece ser mais forte em homens. Ter excesso de gordura na barriga também está associado à doença. Manter um peso saudável e evitar o aumento de peso pode ajudar a diminuir o risco.
     
  • Atividade física. O aumento do nível de atividade reduz o risco de câncer colorretal e de pólipos. A atividade regular moderada reduz o risco, mas a atividade vigorosa pode ter um benefício ainda maior. Aumentar a intensidade e a quantidade da atividade física pode reduzir o risco.
     
  • Dieta. Em geral, as dietas ricas em vegetais, frutas e grãos integrais (e com pouca carne vermelha ou processada) estão associadas a um menor risco de câncer colorretal, embora não esteja claro quais fatores sejam importantes. Alguns estudos mostraram ligação entre carnes vermelhas e carnes processadas e o aumento do risco de câncer colorretal. Limitar o consumo de carnes vermelhas e processadas e ingerir maiores quantidades de vegetais e frutas podem ajudar a diminuir o risco da doença.
     
  • Alcoolismo. Vários estudos mostraram que a ingestão de álcool aumenta o risco de câncer colorretal, principalmente em homens. Evitar o excesso de álcool pode reduzir esse risco.

Recentemente, alguns estudos sugeriram que o consumo de fibra na dieta, especialmente de grãos integrais, pode diminuir o risco de câncer colorretal. Entretanto, esses estudos ainda estão em andamento.

Não fumar

O tabagismo a longo prazo está associado a um risco aumentado de câncer colorretal, bem como de muitos outros tipos de câncer e outros problemas de saúde. Parar de fumar pode diminuir o risco de câncer colorretal e de outros tipos de câncer.

Vitaminas, cálcio e magnésio

Alguns estudos sugerem que tomar ácido fólico, multivitamínico ou folato diariamente, pode diminuir o risco de câncer colorretal, mas esses estudos não são conclusivos. Na verdade, alguns estudos sugerem que o ácido fólico poderia ajudar os tumores existentes a crescerem. Mais pesquisas ainda são necessárias nessa área.

Alguns estudos sugerem que a vitamina D, proveniente da exposição solar, ou de determinados alimentos, ou mesmo ingerida na forma de pílula, pode reduzir o risco de câncer colorretal. Atualmente, como a preocupação de que o excesso de exposição ao sol possa causar câncer de pele, a maioria dos médicos não recomenda isso como uma forma de reduzir o risco de câncer colorretal. Mais estudos ainda são necessários para determinar se a vitamina D pode ajudar a prevenir o câncer colorretal.

Alguns estudos têm associado baixos níveis de cálcio na dieta a um risco aumentado de câncer colorretal. Outros estudos sugerem que o aumento da ingestão de cálcio pode diminuir o risco de câncer colorretal. O cálcio é importante por uma série de razões de saúde, além dos possíveis efeitos sobre o risco de câncer. Mas, devido ao possível risco aumentado do câncer de próstata em homens com alta ingestão de cálcio, não se recomenda aumentar a ingestão de cálcio especificamente para tentar reduzir o risco de câncer colorretal.

O cálcio e a vitamina D podem atuar em conjunto para reduzir o risco de câncer colorretal, uma vez que a vitamina D ajuda na absorção de cálcio do organismo. Ainda assim, nem todos os estudos mostraram que os suplementos desses nutrientes reduzem o risco.

Alguns estudos mostraram uma possível ligação entre uma dieta rica em magnésio e o risco reduzido de câncer colorretal, especialmente entre as mulheres. Entretanto, mais pesquisas são necessárias para determinar se essa ligação realmente existe.

Anti-inflamatórios não esteroides

Muitos estudos mostraram que pessoas que tomam aspirina regularmente ou outros anti-inflamatórios não esteroides, como ibuprofeno e naproxeno, apresentam menor risco de câncer colorretal e pólipos.

Mas a aspirina e outros anti-inflamatórios não esteroides podem provocar efeitos colaterais importantes, como sangramento por irritação do estômago ou úlceras no estômago, que podem superar os benefícios desses medicamentos para o público em geral. Por esta razão, a maioria dos médicos não recomenda o consumo desses medicamentos apenas para reduzir o risco de câncer colorretal.

Terapia de reposição hormonal para mulheres

Tomar estrogênio e progesterona após a menopausa, pode reduzir o risco de uma mulher desenvolver câncer colorretal, mas os cânceres diagnosticados em mulheres que tomam estes hormônios após a menopausa podem estar em estágio mais avançado.

Como tomar estrogênio e progesterona após a menopausa também pode aumentar o risco de doença cardíaca, coágulos sanguíneos, câncer de mama e câncer de pulmão, não é comumente recomendado apenas para reduzir o risco de câncer colorretal.

 

(Fonte: www.oncoguia.org.br)


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