Uso de água invisível requer novas medidas de conscientização

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O Dia Mundial da Água instituído pela ONU em 22 de março de 1992, visa à conscientização da população. Com a intenção de falar sobre a importância desse recurso, o Grupo MedNet decidiu compartilhar os dados sobre o consumo de água no processo de produção de bens e como a população pode tomar medidas para poupá-lá.

Além do uso direto da água no nosso dia a dia, também existe a água “invisível”. Esse conceito abrange a quantidade total de água usada direta e indiretamente na produção de um bem de consumo. Um smartphone por exemplo, necessita de 12.760 litros para produção, segundo o relatório da instituição Water Footprint. Formada pela Organização das Nações Unidas, ela é responsável por analisar a mensuração do uso de recursos hídricos para produzir todos os itens usados diariamente.

A recomendação da ONU é de que cada pessoa gaste em média 110 litros por dia com consumo direto residencial que inclui: tomar banho, cozinhar, lavar louça e escovar os dentes. No entanto, gasta-se em média 1,8 mil litros na produção do pão de forma integral ou biscoito por exemplo. A análise abrange desde o momento de cultivo do trigo e produção da farinha refinada, que são base desses alimentos. Por fim, cada pessoa acaba consumindo diariamente de dois mil a cinco mil litros de água invisível contida em alimentos, roupas, acessórios, tecnologia e transportes.

Escolas, empresas e associações promovem anualmente ações para o consumo consciente da água na rotina diária. Sabe-se que é recomendável fechar a torneira enquanto escova os dentes ou tomar banho de dois a cinco minutos por exemplo. No novo cenário, agora informados sobre a água invisível, recomenda-se também novos hábitos individuais. Entre eles: adotar um comportamento de compra mais consciente.

Enquanto as empresas tomam novas ações para aprimorar o processo de produção de todos os bens de consumo, a população pode começar a avaliar a real necessidade de adquirir um novo produto. As alternativas são: alugar temporariamente, combinar o uso comunitário, a troca com amigos e familiares ou pegar emprestado e investir em bens duráveis ao invés de descartáveis.

Referências: relatório da Water Footprint


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